Foto de Amora (Morus alba)

Role para descobrir

Amora

Morus alba

Amora

Morus alba L. (folhas)

Uma árvore de origem chinesa, cultivada há milênios para alimentar bichos-da-seda, cujas folhas carregam uma tradição de apoio à glicemia bem mais recente no uso popular brasileiro.

Aqui usamos a folha, não a fruta. Isso é importante porque o nome "amora" no Brasil quase sempre traz à cabeça a frutinha escura e doce da amoreira-preta (*Rubus* spp.), vendida em feiras e usada em geleia. Essa planta desta ficha é outra: a amora-branca ou amoreira, *Morus alba*, uma árvore diferente, de outra família botânica dentro do mesmo grupo de plantas com flor, e é a folha dela, não a fruta, que carrega o uso tradicional de apoio à glicemia. Se você já ouviu falar de "chá de amora para diabetes", é desta folha que se trata, não da fruta que se come na sobremesa.

Para que serve

diabetescolesterol e triglicéridesmenopausa

Como usar

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de folhas secas de amora-branca (Morus alba, não a fruta)
  • 250 ml de água quente

Passo a passo

  1. Aqueça a água até quase ferver.
  2. Coloque as folhas numa xícara.
  3. Despeje a água quente por cima.
  4. Tampe e deixe em infusão por 10 minutos.
  5. Coe e beba.

Frequência: 2 a 3 xícaras ao dia, preferencialmente próximo às refeições, pelo uso tradicional ligado ao controle da glicemia pós-prandial.

Fonte: uso tradicional (sabedoria popular), medida caseira. Sem monografia no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., mas a espécie Morus sp. consta na lista RENISUS do Ministério da Saúde (planta de interesse do SUS), ainda sem monografia farmacopeica publicada.

Combina com

Pata-de-vaca e canela

somam no apoio ao controle glicêmico (sabedoria popular)

Sálvia e romã

reforçam o apoio tradicional na menopausa (sabedoria popular)

Cuidados

  • Diabetes: a amora tem efeito hipoglicemiante tradicional, com algum sustento científico preliminar. Se você usa medicação para diabetes, monitore a glicemia com atenção, pelo possível efeito somado, e nunca troque a medicação prescrita pelo chá sem orientação médica.
  • Gestantes e lactantes: dados insuficientes de segurança. Evite o uso por precaução durante a gestação e a amamentação.
  • Identificação da planta: ao comprar folha seca de amora, confirme que é Morus alba (amoreira) e não outra planta vendida sob nome popular parecido; se possível, peça o nome científico ao fornecedor.
  • Regra geral: não ultrapasse as quantidades recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

A amora-branca é cultivada há milênios na China especificamente para alimentar bichos-da-seda, cuja produção de seda dependia quase exclusivamente das folhas dessa árvore, e foi só bem mais tarde que a tradição popular passou a valorizar a mesma folha por seu uso digestivo e metabólico, muito depois de ela já ter moldado toda uma indústria têxtil milenar. A folha de Morus alba contém um composto chamado 1-desoxinojirimicina (DNJ), que bloqueia parcialmente uma enzima do intestino responsável por quebrar o açúcar dos alimentos, o que ajuda a explicar por que o efeito tradicionalmente observado é maior no açúcar do sangue depois das refeições do que no jejum.

Referências

  • MORALES RAMOS, J. G.; ESTEVES PAIRAZAMÁN, A. T.; MOCARRO WILLIS, M. E. S.; COLLANTES SANTISTEBAN, S.; CALDAS HERRERA, E. Medicinal properties of Morus alba for the control of type 2 diabetes mellitus: a systematic review. F1000Research, v. 10, p. 1022, 2021.

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

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