Foto de Andiroba (Carapa guianensis)

Role para descobrir

Andiroba

Carapa guianensis

Andiroba

Carapa guianensis Aubl. (óleo da semente)

Uma árvore da Amazônia, de cujas sementes se extrai um óleo espesso e de cheiro amadeirado, usado havia séculos pelos povos ribeirinhos para tratar dores, inflamações de pele e como repelente natural de insetos.

Aqui o uso consagrado é o óleo, prensado da semente (a amêndoa de dentro do fruto), usado por via externa. As folhas também têm uso tradicional, mais restrito, como chá para febre. Esta ficha não traz receita de uso interno do óleo, que não é indicado para ingestão em quantidade.

A andiroba consta na lista RENISUS do Ministério da Saúde, entre as 71 plantas de interesse do SUS, mas não tem monografia própria no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed.

Para que serve

dor musculardor articularpele inflamadapicada de insetofebre

Como usar

Ingredientes

  • Óleo de andiroba puro (extraído da semente)

Passo a passo

  1. Aplique algumas gotas do óleo de andiroba diretamente sobre a área com dor muscular, articular ou pele inflamada.
  2. Massageie suavemente até absorver.
  3. Para repelência, aplique o óleo na pele exposta antes de se expor a mosquitos.

Frequência: 2 a 3 vezes ao dia.

Fonte: uso tradicional (sabedoria popular), sem monografia localizada no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Base científica de apoio: ver Referências.

Combina com

Copaíba e erva-baleeira

somam no cuidado tópico com dor articular (sabedoria popular)

Neem e citronela

reforçam o efeito repelente (sabedoria popular)

Calêndula e babosa

combinação tradicional para pele inflamada (sabedoria popular)

Cuidados

  • Não ingerir o óleo em quantidade: o óleo de andiroba não é indicado para ingestão direta em grandes quantidades, pelo risco de diarreia. Esta ficha traz apenas o uso externo do óleo.
  • Gestantes: evite o uso interno das folhas durante a gestação. O uso do óleo em pequenas áreas externas deve ser conversado com o médico.
  • Teste de pele: como qualquer óleo vegetal concentrado, aplique antes numa pequena área para checar reação alérgica.
  • Qualidade do óleo: compre de fontes confiáveis. Existem adulterações no mercado com outros óleos vegetais.
  • Regra geral: não ultrapasse as quantidades recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

Os ribeirinhos amazônicos usam o óleo de andiroba para tantas finalidades, iluminar lamparinas, impermeabilizar barcos, repelir insetos e cuidar da pele, que os missionários jesuítas do século 17 já a descreviam em seus relatos como uma das plantas mais úteis da floresta (sabedoria popular, registro histórico), um reconhecimento que atravessou séculos até chegar às prateleiras de produtos naturais de hoje. A semente da andiroba tem cerca de 60% de óleo em sua composição, uma concentração alta que explica por que a extração por prensagem sempre foi viável mesmo com técnicas artesanais.

Referências

  • HENRIQUES, M. G. M. O.; PENIDO, C. The therapeutic properties of Carapa guianensis. Current Pharmaceutical Design, v. 20, n. 6, p. 850, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.2174/13816128113199990048 (artigo disponível também no repositório institucional da Fiocruz, arca.fiocruz.br)

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

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