Arnica
Arnica montana L. (flor)
Uma flor amarela de prados alpinos, que cresce apenas acima de mil metros de altitude na Europa Central, tão colhida ao longo dos séculos que hoje é uma espécie protegida em vários países. É a primeira escolha tradicional para quedas, pancadas e hematomas, sempre em uso externo.
Atenção antes de continuar: a arnica é tóxica por via oral e não deve, em nenhuma hipótese, ser ingerida nesta forma de erva ou tintura concentrada. Esta ficha traz apenas usos externos, que são os reconhecidos pela Farmacopeia Brasileira e os únicos seguros para esta planta, e usam a flor seca da planta (capítulos florais).
Vale um esclarecimento de nome: a planta popularmente chamada de "arnica-brasileira" ou "arnica-do-campo" (*Solidago microglossa*, consta na lista RENISUS) é uma espécie diferente, nativa do Brasil, usada de forma parecida na tradição popular, mas não é o foco desta ficha, que trata da arnica europeia (*Arnica montana*).
Para que serve
- Auxilia no tratamento de contusões, distensões e hematomas (uso externo)
- Uso tradicional para erupções cutâneas provocadas por picada de insetos (uso externo)
- Alivia dores musculares localizadas (uso externo)
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia, para contusões, entorses e equimoses recentes.
Ingredientes
- 2 g de flores secas de arnica
- 100 ml de água quente
Passo a passo
- Aqueça a água até quase ferver.
- Coloque as flores numa xícara ou bule.
- Despeje a água quente por cima.
- Tampe e deixe em infusão por 10 a 15 minutos.
- Coe e deixe amornar.
- Embeba um pano limpo e aplique em compressa sobre a área afetada.
Frequência: 2 a 3 vezes ao dia. Uso a partir de 12 anos.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Arnica montana L., p. 43 a 45.
Combina com
Confrei
soma no cuidado externo com hematomas e contusões (ambas de uso só externo)
Erva-baleeira
reforça o efeito anti-inflamatório tópico em dor muscular
Cuidados
- Nunca por via oral: a arnica é tóxica quando ingerida. Não beba chá de arnica nem use qualquer forma para engolir.
- Feridas abertas: não aplique em pele com lesão aberta ou ferida.
- Alergia: contraindicada para quem tem hipersensibilidade a plantas da família Asteraceae. Reações alérgicas na pele, com formação de bolhas e, em casos raros, necrose, já foram relatadas.
- Gestantes, lactantes e menores de 12 anos: uso contraindicado.
- Uso prolongado: pode provocar eczema. Suspenda o uso ao primeiro sinal de reação adversa na pele.
- Tempo de uso: se os sintomas persistirem por mais de 3 a 4 dias, ou se piorarem, procure um médico.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
Por crescer apenas em prados alpinos acima de mil metros de altitude e ser colhida havia séculos para fins medicinais, a arnica-da-montanha está protegida em vários países europeus, e boa parte do que se usa hoje no mundo vem de cultivo especial, não mais de coleta silvestre, para preservar as populações naturais da planta.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Arnica montana L., p. 43 a 45.
- Ministério da Saúde. Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/plantas-medicinais-e-fitoterapicos/plantas-medicinais-e-fitoterapicos-no-sus/tabela-renisus.. Acesso em 2026. (referência à Solidago microglossa, arnica-brasileira, espécie distinta de Arnica montana)
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

