Foto de Chá-verde (Camellia sinensis)

Role para descobrir

Chá-verde

Camellia sinensis

Chá-verde

Camellia sinensis (L.) Kuntze (folhas)

A mesma planta que dá origem ao chá preto, ao chá branco e ao oolong, nativa da Ásia, cultivada há milhares de anos. Aqui usamos a folha, a mesma parte usada em todos os chás desta lista. A diferença do chá-verde para os demais está no processamento: as folhas são apenas aquecidas e secas, sem fermentação, o que preserva as catequinas, seus principais compostos antioxidantes.

Não foi localizada monografia de Camellia sinensis (para o chá-verde) no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Esta ficha trata o chá-verde como uma bebida de consumo moderado, não como um extrato concentrado (ver "Cuidados").

Para que serve

sobrepesocolesterol altofadigadiabetes

Como usar

Ingredientes

  • 1 colher de chá de folhas secas de chá-verde
  • 200 ml de água quente, mas não fervente (por volta de 75 a 80°C, para não amargar nem destruir parte das catequinas)

Passo a passo

  1. Aqueça a água sem deixar ferver.
  2. Coloque as folhas numa xícara.
  3. Despeje a água por cima.
  4. Deixe em infusão por 2 a 3 minutos.
  5. Coe e beba. As mesmas folhas podem ser reaproveitadas 2 a 3 vezes.

Frequência: 2 a 3 xícaras ao dia. Evite à noite, pela cafeína.

Fonte: uso tradicional (medida caseira), sem monografia localizada no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed.

Combina com

Gengibre e limão

reforçam o apoio ao metabolismo

Cúrcuma

soma no efeito antioxidante

Ginkgo e alecrim

combinação tradicional para foco suave

Cuidados

  • Cafeína: cada xícara contém uma quantidade relevante de cafeína. Quem é sensível a estimulantes deve limitar o consumo e evitar tomar à noite.
  • Anemia e absorção de ferro: as catequinas reduzem a absorção de ferro não-heme, com queda média de 12,1% para 8,9% na absorção em estudo controlado com extrato de chá-verde adicionado à refeição. Tome o chá longe das refeições ricas em ferro, especialmente se você tem anemia.
  • Fígado: a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) avaliou a segurança das catequinas do chá-verde e concluiu que a infusão preparada da forma tradicional é considerada segura, mas que doses de EGCG (uma das catequinas) iguais ou acima de 800 mg ao dia, tomadas como suplemento concentrado, já mostraram elevar as transaminases hepáticas em estudos clínicos. Isso não se aplica ao consumo do chá como bebida. Prefira sempre o chá à forma de cápsulas de extrato concentrado, e evite tomar extratos concentrados em jejum.
  • Diabetes e medicamentos para glicemia: o chá-verde pode ter leve efeito sobre a glicemia. Quem usa insulina ou hipoglicemiantes orais deve monitorar o açúcar no sangue ao incluir o chá na rotina e conversar com o médico antes de mudanças no consumo.
  • Gestantes: limite o consumo a cerca de 1 xícara por dia, pela cafeína, e evite suplementos de extrato concentrado.
  • Hipertensos: o consumo de chá-verde e chá-preto já foi associado a leve aumento da pressão arterial em alguns estudos; converse com seu médico se você já tem pressão alta.
  • Regra geral: não ultrapasse as quantidades recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

O chá-preto, o chá-verde, o chá-branco e o oolong são todos feitos da mesma planta, a Camellia sinensis. A diferença entre eles está inteiramente no processamento das folhas depois da colheita, não em espécies diferentes, algo que surpreende muita gente que pensa se tratar de plantas distintas.

Referências

  • Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Paullinia cupana Kunth ex H.B.K. var. sorbilis (Mart.) Ducke (guaraná), p. 150, que cita associação entre chá-preto (Camellia sinensis) e leve aumento da pressão arterial (WILLIAMSON et al., 2012).
  • Samman, S.; Sandström, B.; Toft, M. B.; Bukhave, K.; Jensen, M.; Sørensen, S. S.; Hansen, M. Green tea or rosemary extract added to foods reduces nonheme-iron absorption. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 73, n. 3, p. 607 a 612, 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1093/ajcn/73.3.607.. Acesso em 2026.
  • EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition and Allergies (NDA). Scientific opinion on the safety of green tea catechins. EFSA Journal, v. 16, n. 4, e05239, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.2903/j.efsa.2018.5239.. Acesso em 2026.
  • Jenabian, N.; Moghadamnia, A. A.; Karami, E.; Poorsattar Bejeh Mir, A. The effect of Camellia Sinensis (green tea) mouthwash on plaque-induced gingivitis: a single-blinded randomized controlled clinical trial. DARU Journal of Pharmaceutical Sciences, v. 20, n. 1, p. 39, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1186/2008-2231-20-39.. Acesso em 2026.

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

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