Chapéu-de-couro
Echinodorus macrophyllus (Kunth) Micheli (folhas e raízes)
Uma planta aquática de folhas enormes e resistentes, encontrada nas beiras de rios e brejos do cerrado e da Mata Atlântica brasileiros, com formato que lembra o chapéu de couro do vaqueiro nordestino. É uma planta genuinamente brasileira, conhecida na medicina popular como depurativo do sangue.
Aqui usamos a folha, no preparo mais comum, e também a raiz, usada tradicionalmente em cataplasma. Um esclarecimento: no comércio de ervas e em hortos didáticos, o nome popular "chapéu-de-couro" costuma aparecer ligado a *Echinodorus grandiflorus* (Cham. & Schltdl.) Micheli, espécie próxima e de uso equivalente. O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, na sua lista de formulações aceitas de edição anterior, referencia especificamente *Echinodorus macrophyllus* (Kunth) Micheli, o nome científico usado nesta ficha, mas sem reproduzir aqui o texto integral da monografia (dose, advertências e indicações completas). Por isso, as quantidades abaixo seguem medida caseira de uso tradicional, não uma dose padronizada oficial.
Para que serve
- Uso tradicional para dores articulares, como artrite e reumatismo
- Auxilia a retenção de líquidos (uso tradicional, com ação diurética)
- Apoio tradicional em pele inflamada e infecção urinária
Como usar
Ingredientes
- 1 colher de sopa de folhas secas de chapéu-de-couro
- Água quente
Passo a passo
- Aqueça a água até quase ferver.
- Coloque as folhas numa xícara.
- Despeje a água quente por cima.
- Tampe e deixe em infusão por 10 minutos.
- Coe e beba.
Dose e frequência
Adultos
2 a 3 xícaras ao dia
Melhor horário: ao longo do dia, garantindo boa ingestão de água durante o uso.
Uso não recomendado para crianças, gestantes e lactantes, pela ausência de dados de segurança oficiais disponíveis nesta consulta.
Fonte: preparo de uso tradicional e prática conservadora, sem monografia específica na Farmacopeia Brasileira para esta forma.
Combina com
Bardana
reforça o cuidado com dores articulares e retenção de líquidos
Cavalinha
soma no efeito diurético
Cuidados
- Gestantes, lactantes e crianças: uso não recomendado, pela ausência de monografia oficial brasileira com dados de segurança para essas situações. A própria literatura de horto didático consultada recomenda evitar o uso em grávidas, por falta de estudos.
- Uso prolongado: por precaução, evite o uso contínuo por longos períodos, mesmo em adultos.
- Sinais de alerta: se ocorrer febre, dor ao urinar ou sangue na urina, procure um médico.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
Nos terreiros de Umbanda e Candomblé, o chapéu-de-couro é planta sagrada, usada em banhos de ervas para limpeza espiritual. A planta nasce e vive na água dos brejos brasileiros, e talvez não seja coincidência que a tradição popular a associe tanto à ideia de limpeza, seja do corpo, seja do espírito. É também uma das poucas plantas verdadeiramente nativas do Brasil, ao lado de espécies como espinheira-santa e guaco, entre as usadas com mais frequência na fitoterapia popular do país.
Referências
- Horto Didático de Plantas Medicinais do HU/CCS, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus). Disponível em: https://hortodidatico.ufsc.br/chapeu-de-couro/.. Acesso em 2026.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

