Foto de Cidró (Aloysia citriodora)

Role para descobrir

Cidró

Aloysia citriodora

Cidró

Aloysia citriodora Palau (sin. Aloysia triphylla) (folhas)

Um arbusto sul-americano de folhas estreitas e cheiro de limão intenso, também chamado de erva-luísa. Apesar do nome parecido com o de outras ervas calmantes deste catálogo, é uma planta diferente, de outra família botânica.

Aqui usamos a folha, colhida junto com as florzinhas pequenas quando presentes. Um esclarecimento útil: o cidró, ou erva-luísa, não é a mesma planta que a erva-cidreira europeia (*Melissa officinalis*, outra ficha deste catálogo) nem a mesma que a "Melissa" catalogada aqui (*Lippia alba*). As três têm cheiro de limão e efeito calmante parecido, mas são espécies diferentes, cada uma com sua própria ficha e sua própria dose.

Não foi localizada monografia de Aloysia citriodora no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Vale notar que o Formulário traz uma monografia de uma parente próxima, a *Aloysia polystachya* (Griseb.) Moldenke, conhecida como erva-cidreira-do-campo ou upacaá, usada como ansiolítico leve, mas é uma espécie diferente do cidró, com sua própria dose: não use a dose de uma espécie para a outra. Os preparos abaixo para o cidró seguem medida caseira de uso tradicional.

Para que serve

ansiedadeinsôniamá digestãogases

Como usar

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de folhas frescas de cidró (ou 1 colher de chá de secas)
  • 200 ml de água quente

Passo a passo

  1. Aqueça a água até quase ferver.
  2. Coloque as folhas numa xícara.
  3. Despeje a água quente por cima.
  4. Tampe e deixe em infusão por 5 a 7 minutos.
  5. Coe e beba.

Frequência: 2 a 3 xícaras ao dia. Uma dose à noite, para o sono.

Fonte: uso tradicional (medida caseira), sem monografia localizada no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed.

Combina com

Camomila e maracujá

somam no efeito para insônia leve

Funcho e hortelã

reforçam o conforto digestivo

Cuidados

  • Gestantes e lactantes: dados insuficientes de segurança para o infuso de folhas. O óleo essencial de cidró, especificamente, é contraindicado na gravidez e na amamentação. Evite o uso por precaução durante a gestação.
  • Gastrite e úlceras: por precaução, evite o uso em casos de gastrite, úlceras e lesões do sistema urinário ativas.
  • Sedativos: pode potencializar levemente o efeito de medicamentos sedativos.
  • Regra geral: não ultrapasse as quantidades recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

O cidró recebeu o nome popular erva-luísa em homenagem a Maria Luísa de Bourbon, princesa das Astúrias no século 18, que teria se encantado com o aroma cítrico da planta, um detalhe que ajuda a explicar por que essa erva sul-americana ganhou tanto prestígio nos jardins e nas cozinhas europeias.

Referências

  • Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Aloysia polystachya (Griseb.) Moldenke (espécie próxima, não o cidró), p. 34 a 36.
  • Horto Didático de Plantas Medicinais do HU/CCS, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Erva-luíza (Aloysia citriodora). Disponível em: https://hortodidatico.ufsc.br/erva-luiza/.. Acesso em 2026.

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

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