Equinácea
Echinacea purpurea (L.) Moench (planta inteira na pomada; raiz na tintura e na cápsula)
Uma flor roxa de centro cônico alaranjado, nativa das grandes pradarias da América do Norte, considerada pelos povos indígenas das Planícies a planta medicinal mais importante da região. Chegou à Europa no fim do século 19 e hoje é uma das plantas mais estudadas do mundo para apoio ao sistema imunológico em quadros pontuais.
É uma erva de uso pontual e por tempo limitado, não um suplemento diário contínuo (ver "Cuidados"). A parte usada muda conforme o preparo: a pomada leva o sumo da planta inteira fresca, enquanto a tintura e a cápsula usam a raiz.
Para que serve
- Auxilia na prevenção e no alívio de sintomas do resfriado comum, usada ao primeiro sinal
- Uso preventivo e coadjuvante em infecções do trato urinário, sempre que o quadro já tenha sido avaliado por um médico
- Ajuda no tratamento de lesões e manchas de acne leve (forma em cápsula)
- Auxilia no tratamento local de pequenas lesões cutâneas superficiais (pomada, uso externo)
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia, a partir da planta inteira fresca.
Ingredientes
- Sumo da planta inteira fresca de equinácea, 10 a 20 g
- Base de pomada lano-vaselina, 100 g (produto de farmácia de manipulação)
Passo a passo
- Aplicar fina camada na área afetada, 2 a 3 vezes ao dia.
- Uso a partir de 12 anos. Não aplicar nos mamilos de lactantes.
- Se ocorrerem sinais de infecção na pele, interrompa e procure um médico.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Echinacea purpurea (planta inteira), p. 73 a 74.
Combina com
Gengibre e mel
reforçam o conforto em sintomas de resfriado
Sabugueiro
soma no apoio à imunidade
Própolis
combinação tradicional para o início da gripe
Cuidados
- Alergia: contraindicada para quem tem hipersensibilidade a plantas da família Asteraceae.
- Doenças autoimunes e imunológicas: uso não recomendado em doenças sistêmicas progressivas, doenças autoimunes, imunodeficiências, imunossupressão e doenças hematológicas relacionadas aos glóbulos brancos. Não recomendado em casos de tuberculose, HIV/AIDS, colagenoses, esclerose múltipla e outras doenças autoimunes.
- Gestantes, lactantes e menores de 12 anos: uso contraindicado, pela falta de dados de segurança.
- Diabéticos: o uso pode provocar piora da situação metabólica.
- Medicamentos hepatotóxicos: por possíveis efeitos sobre o fígado, evite usar junto.
- Tempo de uso: não deve ser usada por mais de 1 semana (pomada) ou 8 semanas com uso descontínuo (formas orais). Se os sintomas persistirem, se agravarem ou ocorrer febre alta, procure um médico.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
Os povos indígenas das Planícies norte-americanas, como os Sioux e os Cheyenne, chamavam a equinácea de erva do guerreiro, tomada antes de uma batalha para fortalecer o corpo. Quando pesquisadores alemães a estudaram a partir do fim do século 19, ela se tornou um dos fitoterápicos mais vendidos do mundo, confirmando o que aquelas tradições já sabiam sobre o apoio da planta ao organismo em momentos de desafio.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Echinacea purpurea (L.) Moench (planta inteira), p. 73 a 74.
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Echinacea purpurea (L.) Moench (raiz), p. 74 a 77.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

