Foto de Erva-cidreira (Melissa officinalis)

Role para descobrir

Erva-cidreira

Melissa officinalis

Erva-cidreira

Melissa officinalis L. (folha)

Uma planta de folhas ovaladas e cheiro de limão com mel, nativa do Mediterrâneo oriental e da Ásia ocidental, cultivada há mais de dois mil anos. Os gregos a chamavam de melissa, palavra grega para abelha, porque as abelhas não resistiam ao seu néctar. Chegou ao Brasil com os colonizadores europeus e hoje cresce em hortas e varandas de norte a sul.

Um esclarecimento necessário: esta é a melissa verdadeira, também chamada de erva-cidreira europeia. No Brasil, o nome "erva-cidreira" também é usado popularmente para outras plantas bem diferentes, como o capim-limão (capim-cidreira) e a Lippia alba, essa última catalogada nesta plataforma sob o nome "Melissa" mas botanicamente distinta da Melissa officinalis desta ficha. São plantas de famílias diferentes, com composições diferentes, e não devem ser tratadas como intercambiáveis, especialmente quanto a dose e segurança. A parte usada é sempre a folha.

Para que serve

ansiedadeestresseinsôniapalpitaçãomá digestãodor de cabeça

Como usar

O preparo oficial da Farmacopeia, indicado para ansiedade e insônia leves e para queixas digestivas leves.

Ingredientes

  • 1,5 a 4,5 g de folhas secas de erva-cidreira (melissa)
  • 150 ml de água quente

Passo a passo

  1. Aqueça a água até quase ferver.
  2. Coloque as folhas numa xícara ou bule.
  3. Despeje a água quente por cima.
  4. Tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos.
  5. Coe e beba.

Dose e frequência

Adultos e a partir de 12 anos

conforme orientação, ao longo do dia e antes de deitar

Melhor horário: ao sentir a tensão do dia, para ansiedade; antes de deitar, para o sono.

Uso contraindicado durante a gestação, a lactação e para menores de 12 anos, pela falta de dados de segurança nessas situações.

Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Melissa officinalis L., p. 125 a 128.

Combina com

Camomila e maracujá

reforçam o alívio da ansiedade

Capim-limão

soma no relaxamento, mas cuidado para não somar sedação em excesso

Valeriana

potencializa o efeito para o sono, use com moderação e evite combinar com álcool ou outros sedativos

Cuidados

  • Gestantes e lactantes: uso contraindicado, pela falta de dados adequados de segurança. A forma de tintura é especialmente contraindicada também para menores de 18 anos, alcoolistas e diabéticos, pelo teor alcoólico.
  • Hipotireoidismo: uso contraindicado.
  • Hipotensão arterial: usar com cautela.
  • Glaucoma e hiperplasia benigna de próstata: uso contraindicado.
  • Condução de veículos e máquinas: este fitoterápico pode comprometer a capacidade de dirigir ou operar máquinas.
  • Medicamentos: pode aumentar o efeito hipnótico de sedativos como pentobarbital e hexobarbital.
  • Tempo de uso: se os sintomas persistirem por mais de duas semanas, ou se o quadro piorar, procure um médico.
  • Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

Na Idade Média, os monges beneditinos cultivavam a melissa nos jardins dos mosteiros europeus e a chamavam de "elixir de vida", usada em preparos que prometiam longevidade e alegria. A tradição de plantar melissa perto das colmeias, para atrair as abelhas e trazer fartura, atravessou séculos antes de a ciência confirmar seu efeito calmante sobre o sistema nervoso.

Referências

  • Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Melissa officinalis L., p. 125 a 128.

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

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