Espinheira-santa
Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek (folha) (sin. Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral)
Um arbusto de folhas espinhosas parecidas com as do azevinho, nativo da Mata Atlântica no sul e sudeste do Brasil. É uma das ervas mais tradicionais da medicina popular brasileira para o estômago, com folheto informativo próprio publicado pela ANVISA.
A parte usada é sempre a folha. O nome científico foi atualizado pela ciência: *Maytenus ilicifolia* é hoje considerada sinonímia de *Monteverdia ilicifolia*, mas o nome popular espinheira-santa e o uso continuam os mesmos.
Para que serve
- Ajuda no alívio de sintomas digestivos, incluindo azia e dispepsia
- Auxilia o desconforto do refluxo leve
- Ajuda com a má digestão e a sensação de estômago pesado
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia, indicado para sintomas digestivos, incluindo azia e dispepsia.
Ingredientes
- 1 a 2 g de folhas secas de espinheira-santa (ou 3 g, conforme a fórmula 2)
- 150 ml de água
Passo a passo
- Ferva as folhas na água por 5 minutos.
- Desligue e deixe em contato com a água por mais 15 minutos.
- Coe e beba.
Dose e frequência
Adultos
150 ml, duas horas após o almoço e à noite, podendo ser administrado até 4 vezes ao dia
Melhor horário: duas horas após o almoço e à noite.
Uso restrito a adultos. Contraindicado para menores de 18 anos, durante a gestação e a lactação, por reduzir a produção de leite materno e poder provocar contrações uterinas.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Monteverdia ilicifolia (sinonímia de Maytenus ilicifolia), p. 137 a 139.
Combina com
Camomila
soma no conforto da mucosa digestiva
Boldo
combinação tradicional para digestão pesada, com cautela redobrada em quem tem cálculo biliar (contraindicação do boldo)
Alcachofra
reforça o cuidado com o sistema digestivo
Cuidados
- Alergia: contraindicada para quem tem hipersensibilidade a espécies da família Celastraceae.
- Gestantes, lactantes e menores de 18 anos: uso contraindicado, por reduzir a produção de leite materno e poder provocar contrações uterinas.
- Xerostomia e alteração do paladar: já foram relatadas durante o uso, além de náuseas.
- Poliúria: observada em estudo entre a quarta e a quinta semana de uso do extrato aquoso.
- Tempo máximo de uso: o uso contínuo não deve ultrapassar 6 meses. Se necessário, o tratamento pode ser repetido após um intervalo de 30 dias.
- Doses excessivas: por ser rica em taninos, pode causar irritação da mucosa gástrica e intestinal em doses altas, gerando vômitos, cólicas intestinais e diarreia.
- Interações: deve ser evitado o uso por pessoas polimedicadas, pelo possível efeito sobre enzimas do fígado (CYP) e sobre a glicoproteína-P. Pode interagir com esteroides anabolizantes, metotrexato, amiodarona, cetoconazol e imunossupressores.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
A espinheira-santa é uma das plantas medicinais brasileiras com folheto informativo próprio publicado pela ANVISA, o que reflete décadas de estudo sobre sua ação protetora da mucosa gástrica, testada inclusive em modelos de úlcera experimental muito antes de virar item de farmácia de manipulação em todo o país.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral (sinonímia de Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek), p. 137 a 139.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

