Eucalipto
Eucalyptus globulus Labill. (folha)
Uma árvore de origem australiana, de folhas longas e cheiro mentolado inconfundível, plantada em larga escala no Brasil desde o século 19. O composto que dá o cheiro característico, o eucaliptol, é usado em xaropes e pastilhas para tosse até hoje.
Um cuidado importante logo de início: o óleo essencial de eucalipto não deve ser usado em bebês nem em crianças pequenas, nem aplicado perto do rosto delas, pelo risco de espasmo das vias aéreas. A inalação do chá é o uso mais tradicional e mais seguro para a família, dentro das idades recomendadas (ver "Cuidados").
Para que serve
- Auxilia no alívio da tosse produtiva associada ao resfriado comum
- Ajuda na congestão nasal, por inalação
- Apoio em sintomas de gripe e resfriado
- Uso tradicional em bronquite leve
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia, indicado para tosse produtiva associada ao resfriado comum.
Ingredientes
- 1,5 a 3,0 g de folhas de eucalipto, rasuradas
- 150 ml de água quente
Passo a passo
- Aqueça a água até quase ferver.
- Coloque as folhas numa xícara ou bule.
- Despeje a água quente por cima.
- Tampe e deixe em infusão por 10 a 15 minutos.
- Coe e beba.
Dose e frequência
Adultos e a partir de 12 anos
150 ml, 4 vezes ao dia
Melhor horário: ao longo do dia, durante o resfriado.
Uso contraindicado durante a gestação, a lactação e para menores de 12 anos, pela falta de dados de segurança, e para quem tem histórico de convulsões.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Eucalyptus globulus Labill., p. 82 a 84.
Combina com
Gengibre e mel
reforçam o conforto em congestão e gripe
Tomilho (inalação)
soma no cuidado com sinusite
Guaco e alcaçuz
combinação tradicional para tosse com catarro
Cuidados
- Bebês e crianças pequenas: crianças com menos de 30 meses podem apresentar espasmo das vias aéreas (laringoespasmo) pela presença do cineol. Nunca use óleo essencial de eucalipto perto do rosto de bebês, e não use nenhuma forma da planta em menores de 12 anos.
- Gestantes e lactantes: uso contraindicado, pela falta de dados de segurança.
- Histórico de convulsões: uso contraindicado.
- Inflamação do trato gastrointestinal, disfunção da vesícula biliar ou insuficiência hepática: não administrar internamente nessas condições.
- Hipotensão: contraindicado em pessoas com pressão baixa, pelo efeito hipotensivo em doses altas.
- Medicamentos: o uso oral pode reduzir a ação de alguns medicamentos, pois o óleo essencial pode induzir enzimas do fígado envolvidas no metabolismo de fármacos.
- Ingestão excessiva: pode causar náusea, vômito e diarreia. Doses muito altas do óleo essencial por via interna são tóxicas.
- Contato com a pele: pode causar urticária, dermatite de contato e irritação.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
No século 19, colonizadores plantaram eucaliptos em regiões pantanosas da Austrália, e as árvores absorveram tanta água que os brejos secaram, eliminando parte do habitat de mosquitos transmissores de malária na região, um efeito colateral inesperado de engenharia ecológica que rendeu à árvore o apelido de árvore da febre, não por causar a doença, mas por ajudar a fazê-la desaparecer.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Eucalyptus globulus Labill., p. 82 a 85.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

