Foto de Ginkgo biloba (Ginkgo biloba)

Role para descobrir

Ginkgo biloba

Ginkgo biloba

Ginkgo biloba

Ginkgo biloba L. (folha; não a semente, que é o uso clássico da medicina tradicional chinesa)

Uma árvore que existe há 270 milhões de anos, antes dos mamíferos e dos seres humanos, com folhas em formato de leque duplo reconhecíveis em qualquer lugar do mundo. É nativa da China, usada há milênios na medicina tradicional chinesa, e uma das plantas mais estudadas do mundo para circulação e memória.

Aqui usamos a folha, não a semente. Isso importa porque, na medicina tradicional chinesa clássica, era a semente do ginkgo que tinha uso medicinal consagrado havia séculos; o uso da folha para memória e circulação, que é o tema desta ficha, é um desenvolvimento farmacêutico bem mais recente (veja "Você sabia?").

Um ponto importante desta ficha: não foi localizada monografia de Ginkgo biloba no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Todas as quantidades abaixo vêm de uso tradicional e prática conservadora, e estão sinalizadas como tal. Além disso, esta é uma erva que pede atenção redobrada a interações medicamentosas (veja "Cuidados").

Para que serve

memória fracaconcentração baixamá circulaçãoansiedade

Como usar

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de folhas secas de ginkgo biloba
  • Água quente

Passo a passo

  1. Aqueça a água até quase ferver.
  2. Coloque as folhas numa xícara.
  3. Despeje a água quente por cima.
  4. Tampe e deixe em infusão por 10 minutos.
  5. Coe e beba.

Dose e frequência

Adultos

1 a 2 xícaras ao dia

Melhor horário: pela manhã ou à tarde.

Uso restrito a adultos. Não recomendado para gestantes, lactantes e crianças, pela ausência de monografia oficial brasileira com dados de segurança para essas situações.

Atenção: a folha crua do ginkgo contém ácidos ginkgólicos, substâncias associadas a reações alérgicas de pele e a outros efeitos indesejados, que são reduzidos a níveis mínimos no processo de padronização farmacêutica usado nos extratos estudados cientificamente (veja o preparo abaixo). Prefira folhas de procedência confiável e não exceda a quantidade indicada.

Fonte: uso tradicional (sabedoria popular) e prática conservadora, sem monografia específica na Farmacopeia Brasileira para esta forma.

Combina com

Alecrim

reforça o cuidado com a memória e o foco

Espinheiro

soma no apoio à circulação

Atenção: por causa do efeito sobre a coagulação sanguínea (veja "Cuidados"), evite combinar com outras ervas ou suplementos que também afetem a coagulação sem orientação médica.

Cuidados

  • Anticoagulantes e antiplaquetários: o ginkgo biloba pode prejudicar a agregação plaquetária e aumentar a tendência a sangramentos quando combinado com varfarina, fenprocumona, clopidogrel, ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios não esteroidais. Estudos com varfarina não confirmam interação farmacocinética consistente, mas o monitoramento é aconselhado ao iniciar o uso, mudar a dose ou finalizar o tratamento.
  • Dabigatrana: o ginkgo pode inibir uma proteína transportadora no intestino (glicoproteína P) e aumentar a exposição a medicamentos afetados por ela, como a dabigatrana. Use com cautela e sob orientação médica.
  • Nifedipino: pode aumentar a concentração do medicamento no sangue, com relatos de tontura e piora de fogachos em algumas pessoas.
  • Efavirenz: o uso concomitante não é recomendado, pois o ginkgo pode reduzir a concentração do medicamento no sangue.
  • Antes de cirurgias e procedimentos odontológicos: descontinue o uso de 3 a 4 dias antes, por precaução, e avise o profissional que for te atender, pelo risco de sangramento.
  • Epilepsia: não é possível excluir que preparações com ginkgo estimulem o início de novas crises convulsivas; use com cautela e converse com seu neurologista.
  • Antidepressivos: use com cautela se estiver em tratamento com antidepressivos, e converse com seu médico antes de combinar.
  • Histórico de sangramentos ou distúrbios de coagulação: uso não recomendado sem acompanhamento médico.
  • Gestantes: uso contraindicado, tanto na forma de extrato padronizado quanto na forma tradicional.
  • Lactantes e crianças: uso não recomendado, pela ausência de dados de segurança para essas situações.
  • Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

Em agosto de 1945, seis pés de ginkgo biloba que estavam a menos de dois quilômetros do epicentro da bomba atômica de Hiroshima sobreviveram, enquanto quase toda a vegetação ao redor foi destruída. As árvores brotaram de novo na primavera seguinte, e os japoneses passaram a chamá-las de portadoras da esperança. Ainda existem hoje. Outra curiosidade pouco conhecida: na medicina tradicional chinesa, por cerca de 2 mil anos, quem era usado como remédio era a semente do ginkgo, não a folha. O extrato de folha que ficou famoso no mundo todo para memória e circulação é um desenvolvimento farmacêutico bem mais recente, de meados do século 20.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

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