Foto de Lavanda (Lavandula angustifolia)

Role para descobrir

Lavanda

Lavandula angustifolia

Lavanda

Lavandula angustifolia Mill. (flores; sin. Lavandula officinalis Chaix)

Um arbusto baixo de flores roxas alongadas e aroma calmante inconfundível, nativo das montanhas do Mediterrâneo. No Brasil, é cultivada em regiões de altitude como Campos do Jordão e a Serra Gaúcha, e chegou às casas no sabonete, no sachê do armário e no lenço perfumado guardado entre as roupas.

O nome vem do latim *lavare*, lavar, porque os romanos a usavam para perfumar as águas dos banhos públicos. É uma das ervas mais gentis e seguras da fitoterapia, com uso documentado para ansiedade e insônia leves.

Para que serve

ansiedadeinsôniador de cabeçapele inflamadatensão muscularTPM

Como usar

O preparo oficial da Farmacopeia, indicado para ansiedade e insônia leves.

Ingredientes

  • 1 a 2 g de flores secas de lavanda
  • 150 ml de água quente

Passo a passo

  1. Aqueça a água até quase ferver.
  2. Coloque as flores numa xícara ou bule.
  3. Despeje a água quente por cima.
  4. Tampe e deixe em infusão por 5 a 10 minutos.
  5. Coe e beba.

Dose e frequência

Adultos e a partir de 12 anos

150 ml, 3 vezes ao dia, com uma dose preferencialmente antes de deitar

Melhor horário: uma dose antes de deitar, para o sono; ao longo do dia, para ansiedade.

Uso contraindicado durante a gestação, a lactação e para menores de 12 anos, pela falta de dados de segurança nessas situações.

Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Lavandula angustifolia Mill., p. 110 a 112.

Combina com

Camomila e valeriana

aprofundam o efeito para o sono

Melissa e maracujá

reforçam o alívio da ansiedade

Hortelã

soma no alívio da dor de cabeça

Calêndula e rosa-mosqueta

cuidam da pele junto com a lavanda

Cuidados

  • Gestantes e lactantes: uso contraindicado, pela falta de dados adequados de segurança.
  • Sedativos: a lavanda potencializa o efeito de medicamentos sedativos, ansiolíticos e hipnóticos. Não usar junto com depressores do sistema nervoso central, como álcool etílico, benzodiazepínicos e narcóticos.
  • Condução de veículos e máquinas: este fitoterápico pode comprometer a capacidade de dirigir ou operar máquinas.
  • Gastrite e úlcera gastroduodenal: o uso oral pode provocar náuseas e vômitos nessas condições, pela irritação da mucosa gástrica.
  • Colite e hepatopatia: usar com cuidado.
  • Tempo de uso: o uso contínuo não deve ultrapassar 15 a 20 dias, podendo ser repetido após 7 dias de intervalo.
  • Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos (sonolência, dor de cabeça, prisão de ventre, dermatite de contato, confusão mental), suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

Na Primeira Guerra Mundial, o químico francês René-Maurice Gattefossé, considerado o pai da aromaterapia moderna, descobriu por acaso as propriedades cicatrizantes da lavanda ao queimar a mão e mergulhá-la num recipiente com o óleo essencial da planta. A ferida cicatrizou mais rápido que o esperado, sem infecção, um episódio que ajudou a inaugurar o estudo científico moderno dos óleos essenciais.

Referências

  • Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Lavandula angustifolia Mill., p. 110 a 112.
  • SASANNEJAD, P.; SAEEDI, M.; SHOEIBI, A.; GORJI, A.; ABBASI, M.; FOROUGHIPOUR, M. Lavender essential oil in the treatment of migraine headache: a placebo-controlled clinical trial. European Neurology, v. 67, n. 5, p. 288 a 291, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1159/000335249.. Acesso em 2026.

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

Voltar às ervas