Foto de Losna (Artemisia absinthium)

Role para descobrir

Losna

Artemisia absinthium

Losna

Artemisia absinthium L. (partes aéreas / sumidades floridas)

Uma planta de folhas prateadas e sabor extremamente amargo, nativa da Europa e da Ásia central, um dos amargos mais tradicionais da medicina popular europeia para estimular a digestão. É a mesma planta que dá nome ao absinto, a bebida que ficou famosa e foi proibida em vários países no início do século 20.

Aqui usamos as partes aéreas: folhas e sumidades floridas colhidas no auge da floração, não a raiz. É justamente nessas partes que se concentra o óleo essencial rico em tujona, o composto responsável tanto pelo amargor quanto pelos cuidados de segurança descritos mais abaixo.

Não foi localizada monografia de Artemisia absinthium no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. O preparo abaixo segue uma medida caseira de uso tradicional, conservadora, e não uma dose farmacológica padronizada.

Para que serve

má digestãoaziafalta de apetiteparasitas intestinaisfígado sobrecarregado

Como usar

Ingredientes

  • 1/2 colher de chá de partes aéreas secas de losna
  • 200 ml de água quente

Passo a passo

  1. Aqueça a água até quase ferver.
  2. Coloque a erva numa xícara.
  3. Despeje a água quente por cima.
  4. Tampe e deixe em infusão por 5 minutos.
  5. Coe e beba morno, sem adoçar (o amargor faz parte do efeito tradicional).

Frequência: 1 xícara, 1 vez ao dia, por no máximo 2 a 4 semanas seguidas, com pausa depois.

Melhor horário: 30 minutos antes das refeições principais, para estimular a digestão.

Fonte: uso tradicional (medida caseira), sem monografia localizada no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. para esta espécie.

Combina com

Carqueja e boldo

somam no cuidado com a digestão lenta

Alcachofra e dente-de-leão

reforçam o apoio ao fígado sobrecarregado

Cuidados

  • Gestantes e lactantes: contraindicada. A losna pode estimular contrações uterinas e é tradicionalmente associada a efeito abortivo. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também não recomenda o uso na gravidez e na lactação, por falta de dados de segurança e pelo efeito estimulante da tujona sobre o útero.
  • Epilepsia: contraindicada. O componente tujona pode diminuir o limiar convulsivo.
  • Úlcera péptica ativa: evite o uso, pois a planta estimula a produção de ácido gástrico.
  • Problemas nas vias biliares ou no fígado: contraindicada em caso de obstrução das vias biliares, colangite ou doença hepática. Em cálculos biliares ou outros distúrbios biliares, converse com um médico antes de usar.
  • Crianças e adolescentes: o uso não é recomendado abaixo de 18 anos, por falta de dados de segurança nessa faixa etária.
  • Direção e operação de máquinas: evite dirigir ou operar máquinas depois de usar, por precaução.
  • Doses altas ou uso prolongado: a tujona é tóxica em doses elevadas. Nunca use a planta fresca em grandes quantidades, e respeite o tempo de uso recomendado. Se os sintomas persistirem por mais de 2 semanas de uso, procure orientação médica.
  • Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.

Você sabia?

A losna é o ingrediente principal do absinto, a bebida verde que ficou conhecida como "a fada verde" e foi banida em vários países no início do século 20, por acreditarem que causava alucinações em doses altas. Estudos posteriores mostraram que os efeitos mais intensos vinham do teor alcoólico da bebida, não da planta em si, e o absinto voltou a ser vendido legalmente em muitos países.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

Voltar às ervas