Malva
Malva sylvestris L. (folha e flor)
Uma planta europeia de flores rosa-lilás, rica em mucilagens que formam um gel suave ao contato com a água. Aqui usamos a folha e a flor da malva, a parte aérea da planta, não a raiz. É uma das plantas mais usadas para acalmar mucosas irritadas, da garganta à pele, presente em formulações farmacêuticas europeias havia séculos.
Para que serve
- Auxilia no tratamento sintomático da inflamação cutânea e orofaríngea
- Ajuda como antisséptico da cavidade oral
- Uso tradicional para tosse seca
- Apoio tradicional em prisão de ventre leve, pelo efeito emoliente das mucilagens
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia, indicado tanto para pele irritada quanto para garganta e boca.
Ingredientes
- 4,5 a 7,5 g de folha e/ou flor de malva
- 150 ml de água
Passo a passo
- Prepare por decocção, durante 15 minutos, considerando a proporção indicada.
- Coe e deixe amornar.
- Para pele irritada, embeba um pano ou algodão no decocto morno e aplique como compressa sobre a área, depois de higienizar o local (embrocação). Para garganta e boca, faça bochecho ou gargarejo com o mesmo decocto.
Frequência: 3 vezes ao dia. Uso restrito a adultos. Contraindicado durante a gestação, a lactação e para menores de 18 anos.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Malva sylvestris L., p. 121 a 122, que indica o preparo como auxiliar no tratamento sintomático da inflamação cutânea e orofaríngea. Um estudo em animais com creme de Malva sylvestris (formulação diferente deste decocto caseiro) mostrou aceleração da cicatrização em queimaduras (Nasiri et al., 2015, ver Referências).
Combina com
Tomilho e mel
somam no alívio da tosse seca
Sálvia e própolis
reforçam o cuidado com a garganta inflamada
Camomila e erva-cidreira
combinação tradicional para o conforto digestivo
Cuidados
- Gestantes, lactantes e menores de 18 anos: uso contraindicado, pela falta de dados adequados de segurança.
- Medicamentos orais: as mucilagens da malva podem retardar a absorção de outros medicamentos, especialmente vitaminas e minerais. Tome a malva com pelo menos 1 hora de intervalo de outros remédios.
- Doses acima das recomendadas: em estudo com animais, doses muito acima da quantidade habitual causaram espasmos musculares. Não ultrapasse a quantidade indicada.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de reações alérgicas ou outros eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
O historiador romano Flávio Josefo registrou que, durante o cerco de Jerusalém no ano 70, moradores sobreviveram por semanas comendo folhas de malva, uma planta nutritiva e acessível mesmo em terrenos abandonados, e relatos históricos mostram um uso parecido séculos depois, durante o cerco de Sarajevo, no início dos anos 1990.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa, 2021. Monografia de Malva sylvestris L., p. 121 a 122.
- Nasiri, E.; Hosseinimehr, S. J.; Azadbakht, M.; Akbari, J.; Enayatifard, R.; Azizi, S. Effect of Malva sylvestris cream on burn injury and wounds in rats. Avicenna Journal of Phytomedicine, v. 5, n. 4, p. 341 a 354, 2015. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4587603/.. Acesso em 2026.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

