Quebra-pedra
Phyllanthus niruri L. (parte aérea)
Uma planta pequena que cresce quase como praga em calçadas, jardins e vasos por todo o Brasil, com folhinhas dispostas em fileira que lembram uma pena. É uma das ervas mais conhecidas do país para o apoio aos rins, com décadas de pesquisa nacional e internacional.
Para que serve
- Auxilia no aumento do fluxo urinário, como adjuvante no tratamento de queixas urinárias leves
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia.
Ingredientes
- 1,5 a 6 g de partes aéreas (ou planta inteira) de quebra-pedra
- 150 ml de água
Passo a passo
- Prepare por infusão ou decocção, durante 10 minutos, considerando a proporção indicada.
- Coe e beba 10 a 15 minutos após o preparo.
Dose e frequência
Adultos
150 ml, de 2 a 3 vezes ao dia
Uso contraindicado durante a gestação, a lactação e para menores de 18 anos. Não deve ser usado por mais de três semanas seguidas; em tratamentos mais longos, interrompa por uma semana a cada três semanas de uso. Beba bastante água ao longo do tratamento.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Phyllanthus niruri L., p. 154 a 157.
Combina com
Cavalinha
soma no apoio à saúde renal
Erva-tostão e hibisco
reforçam o cuidado com o trato urinário
Cardo-mariano
combinação tradicional para apoio ao fígado
Cuidados
- Alergia: contraindicado para quem tem hipersensibilidade a plantas da família Euphorbiaceae.
- Gestantes, lactantes e menores de 18 anos: uso contraindicado, pela falta de dados de segurança.
- Cálculo renal de grande dimensão: uso contraindicado, pelo risco de obstrução dos canais urinários ao tentar mover uma pedra grande. Cálculos maiores precisam de avaliação e conduta médica, não de tentativa de "dissolver" ou expelir por conta própria.
- Hipoglicemiantes, diuréticos, hipotensores e insulina: use apenas sob acompanhamento médico se você já toma esse tipo de medicação, pois o quebra-pedra pode potencializar os efeitos.
- Doses acima das recomendadas: podem causar diarreia, hipotensão arterial e diurese muito intensa.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
O gênero Phyllanthus ganhou fama internacional depois de um estudo publicado em 1988 na revista The Lancet, mostrando efeito de uma espécie próxima, o Phyllanthus amarus, contra a hepatite B. O resultado surpreendeu pesquisadores do mundo inteiro e chamou atenção também para o quebra-pedra (Phyllanthus niruri), parente botânico do Phyllanthus amarus com quem costuma ser confundido no comércio de plantas medicinais, uma erva que muitos brasileiros arrancam do próprio quintal sem saber do seu valor.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa. Monografia de Phyllanthus niruri L., p. 154 a 157.
- Thyagarajan, S. P.; Subramanian, S.; Thirunalasundari, T.; Venkateswaran, P. S.; Blumberg, B. S. Effect of Phyllanthus amarus on chronic carriers of hepatitis B virus. The Lancet, v. 2, n. 8614, p. 764 a 766, 1988. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2901611/.. Acesso em 2026.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

