Romã
Punica granatum L. (pericarpo, a casca do fruto; grãos do fruto, alimentar)
Um fruto de casca grossa e avermelhada, cheio de grãos suculentos por dentro, cultivado desde a Antiguidade em todo o Mediterrâneo e presente em mitologias de várias culturas. Esta ficha é sobre o fruto e a casca do fruto, não sobre a raiz da planta, que tem uso e riscos completamente diferentes.
Um ponto de segurança importante: a casca da raiz e do caule da romãzeira contém alcaloides que podem ser tóxicos e já foram associados a convulsões em doses altas. Essa parte da planta não deve ser usada em automedicação, e esta ficha não traz nenhuma receita com ela. Tudo aqui se refere ao fruto e à casca do fruto (o pericarpo).
Para que serve
- Auxilia no tratamento sintomático de afecções da cavidade oral, como anti-inflamatório e antisséptico (bochecho e gargarejo, com a casca do fruto)
- Uso tradicional como antioxidante, ligado ao envelhecimento da pele
- Apoio tradicional em sintomas da menopausa e no colesterol
Como usar
O preparo oficial da Farmacopeia, à base do pericarpo (casca do fruto). Não deve ser engolido depois do bochecho.
Ingredientes
- 0,9 a 1,1 g de pericarpo (casca do fruto maduro) de romã
- 150 ml de água quente
Passo a passo
- Aqueça a água até quase ferver.
- Coloque o pericarpo numa xícara.
- Despeje a água quente por cima.
- Tampe e deixe em infusão por 5 minutos.
- Coe e deixe amornar.
- Faça bochecho ou gargarejo. Não engula.
Frequência: 3 vezes ao dia. Uso adulto. Contraindicado durante a gestação, a lactação e para menores de 18 anos. Uso contínuo não deve ultrapassar 15 dias, podendo repetir após 7 dias.
Fonte: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., monografia de Punica granatum L., p. 169 a 171.
Combina com
Rosa-mosqueta e centela-asiática
somam no cuidado antioxidante com a pele
Sálvia
reforça o apoio tradicional na menopausa
Oliveira e espinheiro
combinação tradicional para saúde cardiovascular
Cuidados
- Casca da raiz e do caule: não usar. Essa parte da planta contém alcaloides tóxicos, já associados a convulsões em doses altas, e não deve ser usada em automedicação de forma alguma. Esta ficha trata só do fruto e da casca do fruto.
- Gestantes, lactantes e menores de 18 anos: o uso da preparação para bochecho é contraindicado. O suco e os grãos, em quantidades normais de alimentação, são considerados mais seguros, mas converse com seu médico se tiver dúvida.
- Anticoagulantes e estatinas: o suco de romã pode interagir com varfarina e com algumas estatinas, por um mecanismo parecido com o da toranja. Tenha cautela se você usa esses medicamentos.
- Não engolir o bochecho: a preparação para uso oral externo não deve ser ingerida depois do bochecho ou gargarejo.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
A romã aparece em várias mitologias do Mediterrâneo antigo, do mito grego de Perséfone ao Alcorão, que a menciona como fruto do paraíso, uma reputação simbólica que hoje divide espaço com o interesse científico por compostos do fruto que parecem ter efeito protetor sobre as células, incluindo suas estruturas produtoras de energia.
Referências
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Anvisa. Monografia de Punica granatum L., p. 169 a 171.
- Ricci, D.; Giamperi, L.; Bucchini, A.; Fraternale, D. Antioxidant activity of Punica granatum fruits. Fitoterapia, v. 77, p. 310 a 312, 2006.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

