Rosa-mosqueta
Rosa rubiginosa L. (fruto e semente, óleo; sin. Rosa eglanteria L.; também usada, sobretudo na Europa: Rosa canina L.)
Um arbusto espinhoso de flores rosadas e frutos alaranjados, originário do Mediterrâneo e da Europa Central, levado pelos colonizadores espanhóis para a América do Sul e hoje naturalizado nas encostas dos Andes, no Chile e na Argentina, onde o óleo extraído das sementes é tradicionalmente usado no cuidado de cicatrizes, estrias e da pele envelhecida.
Um ponto importante desta ficha: não foi localizada monografia de Rosa rubiginosa nem de Rosa canina no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed. Todas as quantidades abaixo vêm de uso tradicional e prática conservadora, e estão sinalizadas como tal.
Para que serve
- Uso tradicional em cicatrizes (sabedoria popular), de cirurgia, acne ou acidentes, com um estudo clínico em pacientes operados mostrando melhora de vermelhidão, textura e coloração da cicatriz com o uso do óleo puro
- Ajuda na prevenção e no cuidado de estrias (sabedoria popular)
- Auxilia manchas de pele e o envelhecimento cutâneo (sabedoria popular)
- Fruto rico em vitamina C, associado ao apoio da imunidade (sabedoria popular)
Como usar
O uso mais tradicional e estudado desta planta é em óleo extraído das sementes, encontrado pronto em farmácias e lojas de produtos naturais.
Passo a passo
- Aplique algumas gotas do óleo diretamente sobre a cicatriz, estria ou área de pele a cuidar, com uma massagem leve.
- Use 1 a 2 vezes ao dia.
Dose e frequência
Tópico, adultos
1 a 2 vezes ao dia
Fonte: preparo de uso tradicional, sem monografia específica na Farmacopeia Brasileira para esta forma; prática amplamente documentada.
Combina com
Calêndula
reforça a regeneração da pele
Centela-asiática
soma no cuidado com cicatrizes e estrias
Hibisco
combinação tradicional rica em antioxidantes
Cuidados
- Alergia: ao testar o óleo pela primeira vez, aplique uma pequena quantidade antes de usar em área maior, para checar sensibilidade.
- Feridas abertas: o óleo é indicado para cicatrizes já formadas ou em processo de cicatrização superficial, não para feridas abertas ou infectadas, que precisam de avaliação médica.
- Gestantes, lactantes e crianças: na ausência de monografia oficial brasileira, adote a via mais conservadora e consulte um profissional de saúde antes de usar por via oral nessas situações.
- Regra geral: não ultrapasse as doses recomendadas. Em caso de eventos adversos, suspenda o uso e procure orientação médica.
Você sabia?
Foi no Chile, no século 20, que a indústria local desenvolveu a extração do óleo da rosa-mosqueta que hoje cresce silvestre nos Andes, uma planta trazida da Europa pelos colonizadores espanhóis séculos antes. Hoje esse óleo é um dos ingredientes mais usados na dermatologia natural, rico em ácidos graxos como o linolênico e o linoleico, e em vitamina A, compostos com ação regenerativa bem documentada.
Referências
- Valerón-Almazán, P.; Gómez-Duaso, A. J.; Santana-Molina, N.; García-Bello, M. A.; Carretero, G. Evolution of Post-Surgical Scars Treated with Pure Rosehip Seed Oil. Journal of Cosmetics, Dermatological Sciences and Applications, v. 5, n. 2, p. 161 a 167, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.4236/jcdsa.2015.52019.. Acesso em 2026.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação médica, farmacêutica ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida, uso contínuo, gravidez, amamentação ou uso de outros medicamentos, consulte um profissional antes de usar.

